
“Dia Mundial dos Pobres”
É denominado o domingo que há sete anos foi instituído pelo Papa Francisco para chamar a atenção dos cristãos para o cuidado pelos pobres.
Não é, portanto, uma atenção que se concentra num conceito abstrato – como poderia ser um “dia da pobreza” –, mas que se encontra com rostos reais dos pobres, os antigos e os novos, os dos esfomeados e sem-teto, que estiveram sempre connosco.
Celebra-se no domingo que antecede a solenidade de Cristo Rei, uma data que poderia parecer inapropriada para uma liturgia dedicada aos pobres: a figura de Cristo que resplandece em toda a sua riqueza, em vestes branquíssimas, na glória do Reino dos Céus parece a uma distância sideral dos rostos dos pobres, das enegrecidas alcovas em que se encovilam, dos seus andrajos inapresentáveis, dos seus sofrimentos e das suas vergonhas. Mas a verve evangélica fez dos pobres os titulares do Reino do Céus: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus», ousou dizer Jesus no início da sua vida pública, e o papa Francisco colheu em pleno essa audácia.
O Dia Mundial dos Pobres “é uma ocasião para compreender que o mundo não é governado pelo acaso, mas pelas opções que os humanos fazem com as suas mãos, a direção em que elas se levantam. Um momento importante para redescobrir a dignidade da liberdade que a todos pertence. Aos pobres, em primeiro lugar. Um ponto firme do qual voltar a partir, na consciência de sermos todos pobres, e certos de que nada poderá vencer as mãos operosas da justiça e a tensão insone da fraternidade”. Rosanna Virgili In Avvenire